sábado, 31 de Outubro de 2009

Gémeos Almeida comemoram triunfo histórico

AUTOSPORT - NOTICIAS



Rezam as crónicas que a edição de 1989 da mais antiga competição portuguesa de todo o terreno foi marcada pelo mau tempo, o que impediu a grande maioria das equipas de completarem os 430 km de percurso delineado pela equipa do Clube Aventura, comandada por José Megre.


Com mais de 400 equipas à partida, o que batia em quantidade os participantes no Dakar e com grande nomes internacionais nas motos - Giles Lalay, Thierry Magnaldi, Serge Bacou ou Thierry Charbonnier - e um rol infindável de nomes de primeiro plano do automobilismo nacional da época nos automóveis - Carlos Bica, Tomaz Melo Breyner, Inverno Amaral, António Coutinho, Santinho Mendes, Francisco Fino, entre outros - a vitória na terceira edição do Portalegre premiou uma prova extremamente aguerrida da dupla Carlos Almeida/Rogério Almeida, no UMM Alter Turbo do Team Gémius/Diário de Notícias, que desta forma consolidaram a sua posição de lideres do Trofeu UMM que nesse ano avançava com a sua primeira edição.


A dupla está agora de regresso às pistas para comemorar condignamente e de forma muito original, esse grande feito.


"Este é mais um desafio em que eu e o Carlos nos metemos. Pensava que já estavamos curados dos anos bem intensos que vivemos na competição de todo o terreno, mas o bichinho continua a morar por aqui e apostámos numa comemoração original. Recuperámos o nosso UMM de 89, com o qual o Carlos venceu a primeira edição do Troféu UMM e onde o triunfo em Portalegre foi o nosso maior êxito", salienta Rogério Almeida. E o seu irmão Carlos que acrescenta: "Depois do triunfo, a festa até estava a ser simples, com um bem merecido jantar num restaurante em Portalegre, quando o Telejornal abre com a notícia da nossa vitória. Acho que nunca mais me vou esquecer disso."


"Foi uma prova dura, difícil, mas onde não tenho dúvidas de que fomos bafejados pela sorte. Na partida o nosso mecânico mandou para dentro do carro uma caixa cheia de fusíveis, para o que desse e viesse. Mal ele sabia que nos salvou a prova. Tivémos um curto-circuito no limpa pára-brisas e quando chegámos ao fim só sobrava um fusível. Por outro lado, a meio da corrida acendeu-se a luz do óleo. Chovia torrencialmente e apostámos em continuar mesmo assim. Felizmente era só um mau contacto. Desportivamente, lembro-me de que começamos a perceber que poderíamos ganhar a prova quando, depois de passar por vários carros, deixámos de ver rastos no chão, o que nos indicava que éramos os primeiros na pista.".


Curriculo UMM Team Gémeos


1988


Sagres 500 / Guadiana


1º João Vassalo/ Manuel Morais (UMM Alter Turbo) 8h41m10s
9º Carlos Almeida/Rogério Almeida (
UMM Alter Turbo) a 1h24m19s


1989


Transalgarve


1º Pedro Cortês/Pedro Perez (UMM Protótipo) T3 4h40m55s
5º Carlos Almeida/Mendes Nunes (
UMM) T1 a 21m40s
Baja Portugal 1000


1º R. Raymondis/Daffos (Range Rover) T3 12h40m48s
Abandono - Carlos Almeida/Rogério Almeida (
UMM)
Raid TT Vindimas
Penalizações
1º Paulo Romão (
Land Rover) 0
2º Carlos Almeida/Rogério Almeida/A
Borga (UMM) 0


Raid Transportugal
Penalizações
1º M. Alves/N. Pinto/J. Lino (
UMM Alter Turbo) 4165
15º Carlos Almeida/ Alexandre
Borga (UMM) 6685


Maratona Sagres 500 / Portalegre


1º Carlos Almeida/Rogério Almeida (UMM Alter Turbo) T1 8h41m18s


Raid À Neve
Penalizações
1º Carlos Almeida/Rogério Almeida (
UMM) 1500



1º lugar no Troféu
UMM 1989 (1ª edição

Gémeos Almeida em Portalegre 20 anos depois do sucesso







DN - DESPORTO, por TIAGO SILVA PIRES29 Outubro 2009

Carlos e Rogério Almeida venceram a Baja Portalegre em 1989. Volvidas duas décadas, tripulam o mesmo 'UMM Alter Turbo' então patrocinado pelo 'DN'.

Trata-se mais de uma "reconciliação" entre irmãos do que propriamente de um reencontro entre duas pessoas da mesma família. Há 20 anos, em 1989, os gémeos Carlos, ao volante, e Rogério Almeida, este último no papel de navegador, conquistaram o triunfo na Baja Portalegre, prova pontuável para o campeonato nacional de todo-o-terreno, aos comandos de um UMM Alter Turbo patrocinado pelo Diário de Notícias.

Duas décadas passadas, Carlos e Rogério Almeida, actualmente com 52 anos, vão voltar a participar na mesma competição (Baja BP Ultimate Portalegre 500), ao volante do mesmo veículo que tripularam em 1989 e com o mesmo patrocínio: o do Diário de Notícias.

Os gémeos Almeida não formam dupla num evento do todo-o-terreno desde 1997, há já 12 anos, quando, por muito estranho que possa parecer, Rogério foi atropelado pelo irmão Carlos.

"Não corremos juntos, em equipa, já desde 1997. Foi nesse ano que fui atropelado pelo meu irmão Carlos. Estávamos a participar no Troféu Nissan Terrano. Eu era o co--piloto do Carlos nessa prova, quando, a dada altura, saí do carro para lhe indicar o caminho. Estava a chover, fui a pé, procurar o melhor caminho de passagem, ele avançou na minha direcção e acabou por me atropelar. Ele quis travar e não conseguiu e eu quis fugir e não consegui. A lama de Portalegre parece cola e o acidente foi inevitável. Fui transportado de helicóptero para o hospital e fiquei com o braço torto. Foi um acidente que teve consequências drásticas para o meu irmão, que até agora nunca mais conduziu ao meu lado. Mas os anos passam e, com o tempo, o Carlos acabou por superar o que aconteceu em 1997", contou Rogério Almeida ao DN. "Vinte anos depois, tentaremos fazer a 'reconciliação' na Baja de Portalegre", disse em seguida Rogério Almeida.

Segundo confessou Rogério Almeida ao DN, os gémeos vão marcar presença no evento que principia hoje e termina no sábado pelo "prazer" de competir. "Vamos a Portalegre pelo prazer absoluto de comemorarmos os vinte anos da nossa vitória. Carlos Barbosa [Tucha], piloto-preparador, está a preparar- -nos o carro há, sensivelmente, um mês", afirmou ainda Rogério Almeida, que será, novamente, o co-piloto do irmão, Carlos Almeida, na edição de 2009 da Baja BP Ultimate Portalegre 500, uma das mais importantes provas de todo-o-terreno a nível nacional.

Rogério Almeida sagrou-se campeão nacional de todo-o-terreno (T3) em 1994, então com Nuno Rodrigues da Silva como navega- dor. Rogério Almeida ganhou, também, o Troféu UMM Alter Turbo, com João Almeida como co-piloto (1991). A partir de hoje os gémeos Almeida vão iniciar a "reconciliação".

quarta-feira, 30 de Setembro de 2009

UMM Alter 5 portas



quinta-feira, 11 de Junho de 2009

Dia de Portugal



























O Presidente da Republica Cavaco Silva voltou a utilizar um UMM nas cerimonias do 10 de Junho de 2009 em Santarem.

domingo, 17 de Maio de 2009

Papamóvel




Cournil Rachador de Lenha



UMM Alter em França





domingo, 19 de Abril de 2009

UMM ALTER 5 PORTAS




UMM ALTER CABINE DUPLA E COBERTURA DE LONA



terça-feira, 24 de Março de 2009

UMM longo 3 portas


segunda-feira, 23 de Março de 2009

UMM longo 5 portas




sábado, 14 de Março de 2009

Umm Alter Longo Capota de Lona
















































domingo, 8 de Março de 2009

UMM Campina





sábado, 7 de Março de 2009

UMM Alter Cabine Simples


sábado, 31 de Janeiro de 2009

UMM Cabine Dupla


































































































quinta-feira, 1 de Janeiro de 2009

UMM ALTER LONGO








segunda-feira, 1 de Dezembro de 2008

24 horas Fronteira 2008

Imagens retiradas de http://fotostodoterrenoeafins.blogspot.com de Alex.
Parabéns à equipa n.º 38 de Bruno Vilela, Paulo Martins, Francisco Lourenço, David Martins em UMM Alter 4x4D. Pela participação e prestações alcançadas na prova.



domingo, 30 de Novembro de 2008

UMM Autocaravana




domingo, 9 de Novembro de 2008

UMM regressam à Baja de Portalegre

UMM regressam à Baja de Portalegre
Quatro à partida, quatro à chegada...
A corrida vista por dentro, a bordo de um dos saudosos jipes nacionais.
Rui Cardoso
15:05 Sexta-feira, 7 de Nov de 2008

www.clix.expresso.pt






Rui Casimiro/Rui Cardoso a bordo de um dos primeiros jipes da série especial Troféu













Depois de Luís Porém ter corrido em UMM, o seu filho Ricardo e André Carvalho pegam no testemunho








João Cândido e João Costa, outra equipa da nova geração a bordo de um carro de sempre






Um cartaz de propaganda da UMM, tão velho que o carro da fotografia ainda é um "Cournil", proclamava, orgulhosamente, a propósito do 5º Paris-Dakar: "Numa prova com 89% de desistências, quatro à partida, quatro à chegada!". Estávamos em 1983. 25 anos depois, a história repetiu-se, mas nas pistas de Portalegre. Partiram quatro UMM Troféu ... e chegaram todos ao fim. E mesmo ficando muitíssimo abaixo das "bombas", na classificação conjunta FIA/Evento Nacional, nenhum dos jipes nacionais ficou nos três últimos lugares da tabela.
Exactamente por isto, a cerimónia de distribuição dos prémios teve dois momentos que comoveram todos os presentes. Primeiro, quando Tucha e Sousa subiram ao palco, vestidos com t-shirts da UMM, para receberem a taça referente à vitória na 'Promoção A'. E, depois, quando João Luz (o ex-pendura de Carlos Sousa, lembram-se?), que navegou Ricardo Leal dos Santos nesta corrida, se levantou penosamente da cadeira de rodas para abraçar José Megre, ele próprio a recuperar de uma melindrosa intervenção cirúrgica. Foram dois momentos em que, embora por razões diferentes, a sala veio abaixo com tanto aplauso.

Tucha reconstruiu completamente o PD-27-80 com que tinha ganho o Portalegre há 20 anos. E, para a evocação ser perfeita, até cortou o bigode, ficando outros tantos anos mais novo. Seguiram-se na classificação, dois lugares abaixo, Ricardo Porém (filho de Luís Porem que também correu nos UMM dos velhos tempos) e André Carvalho. Mais dois lugares abaixo, ficaram João Cândido e João Costa que, também andando pelos 20 anos de idade, tiveram um gesto digno da velha guarda do TT: rebocaram nos últimos quilómetros do troço de domingo o Opel Manta de Pedro Ruivo e José Porto. E, mais dois lugares abaixo, o Rui Casimiro (que ganhou o primeiro Portalegre a solo) e o autor desta crónica. A corrida, pela parte que nos toca, foi cheia de peripécias. No sábado de manhã, uma ramada baixa de sobreiro deixou-nos o pára-brisas transformado numa mira concêntrica. Se ler o terreno já é difícil nesta prova, imagine-se com o vidro cheio de raios e o sol a bater no meio... À tarde, nada a assinalar, a não ser, já com a luz a finar-se, uma velha pecha dos UMM Troféu: o gasóleo deixa de correr de um depósito para o outro. Com uma mangueira, ainda se improvisou a trasfega. O pior é que o motor de arranque estava asmático e para ferrar a bomba foi preciso empurrar o carro até cair para o lado. Foi nessa altura que comecei a achar que as vacas do outro lado da vedação tinham ar de estar a gozar connosco... Daí até Portalegre foi um sufoco, com o carro sempre a falhar. À saída da ribeira do prólogo o motor não dava rotação para subir mas umas redutoras metidas em andamento (em tantos anos no TT sempre aprendemos uns truques...) salvaram a etapa. Na assistência, Bruno Barbosa, filho do Tucha, reparou que tínhamos um apoio de motor partido. Nada que uma cinta de roquete, comprada num dos hipermercados vizinhos não resolvesse. Domingo de manhã, trocámos ao volante e lá voltei às pistas de UMM, tantos anos depois. Na fila para a tomada de tempo, o Rui, entre gargalhadas do público, colou na mica esquerda um cartaz que estava caído no pinhal: "Proibido vazar lixo...". Lá largámos na penúltima posição e o sol no vidro ia-me logo fazendo passar por cima da primeira pedra mas, aos poucos, a vista foi-se focando melhor. Tanto que, num cruzamento de pistas, levantámos voo. Dizia o meu homónimo: "Olha lá, que se eu quisesse voar tinha comprado um ultra-leve..."

Passámos pelo carro de Porem Jr que estava com outro mal crónico dos UMM, o cabo de acelerador partido e também pelos dois Jões, a braços com problemas eléctricos. Os nossos companheiros de corrida do dia anterior, Vítor e Daniel Belejo, a bordo de uma indestrutível Nissan Q, fugida de Angola, após a independência, pelos areais da Namíbia, também tiveram que encostar para resolver um problema mecânico e atrasaram-se. Tudo ia bem até que o motor começou a "cortar" quando passava das 2.000 rotações. "Toma, bruxa de um raio!" dizia eu, enquanto era obrigado a meter uma acima para a mecânica não se embrulhar toda. Mas não foi por isso que não passámos a temida ribeira da Comenda logo à primeira. Os últimos quilómetros eram uma verdadeira auto-estrada para jipes, com 10 km de estradão, ainda melhor que o de Coruche. Que desperdício, com o motor assim. Prudente, o Rui ia avisando: "Vai com calma que falta pouco! Não mates a bruxa antes de lá chegarmos!" Mas, mesmo com o carro a arrastar-se, era a festa nos controlos de cruzamento. Até os GNR batiam palmas... Os Jões já tinham voltado a passar por nós mas pararam para o "beau geste" de rebocar o Manta. E nós ainda tivemos o prazer de passar um Jimny, embora este não fosse num andamento propriamente alucinante. À vista da meta, a bruxa arrebitou, e lá fizemos as duas últimas curvas do prólogo bem atravessados para dar alegria ao público. O Tucha já estava em Portalegre há um bom bocado e os dois UMM que faltavam não tardaram a aparecer uns minutos depois. Completava-se a nossa combinação à partida para o prólogo: isto é como os pára-quedistas, não se deixa nenhum camarada para trás...

domingo, 2 de Novembro de 2008

UMM regressaram a Portalegre - Jornal "Expresso"

Comemorando a vitória de há 20 anos, os jipes nacionais voltam a correr nesta edição da prova, numa categoria especial.
Rui Cardoso

video Sábado, 1 de Nov de 2008

www.clix.expresso.pt

Fabricado entre 1978 e 1994, o UMM marcou e, de alguma forma, ainda marca o panorama do todo-o-terreno português. Foi a bordo deste carro forte e feio que grandes nomes do desporto automóvel se afirmaram, de Carlos e Rui Sousa, a Francisco Esperto, Francisco Sande e Castro ou João Vassalo, para só citar alguns. Estes jipes fabricados em Portugal chegaram a marcar presença do Dakar, conduzidos por José Megre, Pedro Cortez, Diogo Amado, Pedro Vilas Boas e outros. E podem orgulhar-se de terem chegado sempre ao fim na mais mítica das provas de TT.
A perda da homologação da FIA, em 1997, afastou-os da competição. Nesse mesmo ano, na última prova oficial em que participaram, as 24 Horas TT de Soure, os últimos UMM presentes ostentavam nos retrovisores um autocolante com o logótipo da marca: "UMM, Adeus!". Depois disso, apenas rodaram episodicamente em categorias especiais, nomeadamente nas 24 Horas TT de Fronteira, onde o factor resistência é importante.Ei-los que regressam a Portalegre, comemorando a primeira vitória de um UMM nesta prova, em 1988. E é o mesmo piloto que venceu há 20 anos, Carlos Barbosa/Tucha, quem abre a lista dos inscritos nesta categoria, ao volante do mesmo carro, totalmente reconstruído para o efeito. Seguem-se outros UMM guiados por veteranos do TT, como Rui Casimiro e, ainda, por Ricardo Porém ou João Cândido. O autor desta prosa também lá estará, a bordo do carro do seu homónimo Casimiro e contará, em crónica, as peripécias de mais uma corrida vista por dentro.